Se eu fosse louca,
Teria um delírio de grandeza.
Seria rica e a minha riqueza, felicidade.
Vestir-me-ia como se acreditasse em mim.
Olharia as pessoas nos olhos.
Ninguém me diria o que fazer.
Vozes dir-me-iam coisas bonitas, porque seriam o reflexo da minha mente.
Saberia fazer bolo de cenoura. Sempre com um sorriso na cara.
"leal", letra a letra, na tua forma de escrever que me irrita.
Não te precipitaste. Ou então foi mesmo espontâneo, gostava de pensar que assim foi, algo que surgiu de imediato, impulso. Mas acho que foi pensado com uma certa sensibilidade, a tua profundidade escondida.
Leal não é só o adjectivo. É uma palavra que define três anos da minha vida.
Esses anos em que conheci e voltei a conhecer as melhores pessoas do mundo.
Tive as melhores experiências. E as piores, mas não necessariamente más.
Apenas necessárias.
Cresci.
Mutabilidade. Nova fase da vida, novos mundos para descobrir e o mundo mais complexo de todos: o eu.
Os princípios. De uma vez por todas, não para sempre: cada momento presente.
O espírito, cheio de coisas nenhumas. Cheio de pensamentos contraditórios sobre tudo. Porém, algumas certezas. Como a verdade, não tem pré-conceitos ou disfarce, nem sempre é bonita, é essencial. Como o silêncio, a simples melodia. Como a harmonia do corpo. O espelho da mente.
O eu torna-se diferente. Não se prende a nada a não ser a si mesmo, ao que sente, ao que precisa. Acredita.
Ser leal.